Violência doméstica e familiar: Você conhece alguém que já tenha passado por isso? Ou até mesmo você se viu nessa situação devastadora e por diversas vezes sem esperança?

Gente, aqui entre nós, o tempo onde à mulher teria que viver em função do homem, o tempo que as pessoas eram obrigadas a fazer algo por pressão e exigência de uma sociedade extremamente machista e puramente patriarcal, o tempo em que a criança e o adolescente viviam pelas escolhas de seus pais, já passou não é mesmo?

Hoje somos livres e temos o direito de vivermos do jeito que acharmos melhor, tudo isso envolve também respeito e bom senso. Mas infelizmente, a violência doméstica e familiar tem sido um dos assuntos mais comuns de jornais, revistas e noticiários em geral dos dias de hoje.

Existem diversos fatores que podem levar uma família a ser desfeita, e todos esses fatores quando se agravam, acabam resultando em violência!

Por exemplo:

  • Falta de respeito e companheirismo, a falta de conversa, o alcoolismo, o uso de drogas, a falta de dinheiro, a falta de uma boa estrutura familiar;
  • Tudo isso gera discussões e pode inclusive acabar em agressões verbais e físicas;
  • Mulheres e crianças são espancadas quando o pai de família chega bêbado em casa, uma mulher apanha porque alguém olhou pra ela na rua, um filho é espancado por comer algo que estava na geladeira ou por tirar nota ruim na escola, isso é chocante, injusto, até mesmo desumano;
  • Entretanto, não devemos fechar os olhos para tudo isso, pois pessoas estão sendo violentadas e isso infelizmente é muito mais comum do que imaginamos nos dias de hoje.

Outra conhecida de muitas vítimas é a violência doméstica e familiar psicológica, que se caracteriza por comportamentos sistemáticos que seguem um padrão específico, que consiste em manter e exercer controle sobre a mulher e a criança.

Tem início com as tensões normais dos relacionamentos, provocadas pelos empregos, preocupações financeiras, hábitos irritantes e meras diferenças de opinião. Nestes tipos de relacionamentos, as tensões aumentam, começando então uma série de agressões psicológicas, até chegarem às “vias de fato” e acarretar em uma agressão física.

Depoimento real

Tenho 57 anos, e vivi em um relacionamento abusivo, repleto de violência doméstica e familiar, onde eu e meu filho passamos por verdadeiros horrores. O pai dele chegava em casa alterado e queria descontar em nós, eu era quem apanhava, na maioria das vezes por entrar na frente do meu filho e impedir que ele fosse agredido.

Acredito do fundo do meu coração que ninguém mereça passar por uma situação dessas. Aguentei isso por anos, pois tinha medo do que a sociedade poderia pensar sobre mim, porque achava que em algum momento ele iria mudar, mas simplesmente cansei de esperar acontecer algo mais grave comigo e com meu filho, meu amor próprio gritou mais alto e eu parei de me calar. Denunciei toda aquela violência doméstica e familiar em que vivíamos. Hoje eu e meu filho estamos bem, longe do pai dele, acabou todo aquele sufoco, mas é muito triste ver mulheres que ainda se submetem a esse tipo de abuso…

Uma coisa digo a vocês, nunca, jamais, em momento algum deixe a sociedade impor algo que fuja dos padrões, não é feio ser mãe solteira, ou abandonar uma situação que coloque em risco iminente a sua vida e a vida dos seus filhos. Ruim é viver com uma pessoa agressiva, que não te respeita que te abusa e te destrói aos poucos dia a dia, por dentro e por fora.

Isso não é amor, é crime! Então não se cale e denuncie. Ligue 180!

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